The Verdict
Deixa eu ser justo antes de afiar qualquer coisa: você fez um slasher financiado pela internet que faturou cerca de 15 milhões de dólares e transformou o Art the Clown de David Howard Thornton num ícone do terror moderno. Isso não é sorte. É um cineasta, Damien Leone, que sabe exatamente qual nervo quer serrar, e serra com comprometimento total. O Metascore 59 é real, mas também é a base de fãs cult que fez de você um fenômeno do gênero, e eles nunca estavam lendo as críticas mesmo.
Sua marca inteira é o gore, e você não se desculpa por isso. Os relatos de gente da plateia desmaiando e vomitando nas cenas mais sangrentas não são um defeito; são o trailer. Lançar sem classificação foi a única escolha honesta, porque o sistema de classificação teria castrado a única coisa que você veio fazer. Lauren LaVera te dá uma rainha do grito que vale a pena seguir, e o ofício de efeitos práticos é legitimamente impressionante mesmo quando está me fazendo desviar o olhar.
Onde vou alfinetar: essa coisa é longa, indulgente e estruturalmente bamba, como uma casa mal-assombrada que adiciona três salas extras porque o orçamento chegou. Nem toda cena merece sua duração, e a linha entre transgressivo e satisfeito consigo mesmo fica embaçada. Mas a divisão é o ponto. Você não fez um filme para todo mundo; você fez um para as pessoas que tatuam Art the Clown em si mesmas, e elas apareceram. Esse é um fosso pelo qual a maioria dos estúdios mataria.
What it nails
- ▲Transformar o Art the Clown de David Howard Thornton num genuíno ícone slasher moderno a partir de uma base financiada pela internet.
- ▲Efeitos práticos de gore tão comprometidos que relatos de desmaios e vômitos viraram marketing viral e gratuito.
- ▲Lauren LaVera entregando uma rainha do grito digna de construir uma franquia em volta.
- ▲Cerca de 15 milhões de dólares faturados sobre um orçamento minúsculo, provando que uma plateia cult fervorosa vence o consenso da crítica.
What it botches
- ▼Uma duração indulgente e bamba onde nem toda cena elaborada merece seu lugar.
- ▼A linha entre choque transgressivo e excesso satisfeito consigo mesmo fica embaçada na segunda metade.
- ▼Um Metascore 59 refletindo problemas reais de ofício por baixo do splatter, não só críticos sensíveis.
- ▼História e personagem ficam claramente em segundo plano diante da próxima piada visual, o que custa qualquer alcance fora do nicho.
Who it's for
Você é um amante de gore que trata a carnificina extrema de efeitos práticos como o prato principal e já ama o Art the Clown.
Who should skip
Você tem o estômago fraco, quer ritmo apertado, ou precisa que personagem e história importem mais do que a próxima mutilação.
The whole story lives on the hub
