The Verdict
O argumento é quase insultuoso na sua simplicidade: faça barulho, você morre. E você esticou essa regra única numa produção de dezessete milhões de dólares que faturou mais de trezentos e quarenta mundialmente. O filme inteiro transforma o som em arma, ou a ausência dele, até que uma única lanterna derrubada vira mais aterrorizante do que qualquer revelação de monstro. Isso é controle, e a maioria dos diretores que atuam tão bem não consegue dirigir tão limpo.
A jogada de mestre não foram as criaturas, foi escalar Millicent Simmonds, uma atriz surda, e costurar a língua de sinais direto na lógica de sobrevivência. O silêncio da família não é um artifício, é a língua nativa deles, e esse detalhe constrói mais mundo do que cem linhas de exposição jamais poderiam. Você fez da surdez uma vantagem neste mundo em vez de um detalhe tardio.
Agora a parte que te rende olhares de lado. A premissa só se sustenta se ninguém nesta família jamais tomar uma decisão lógica relacionada a som, e eles tomam várias decisões desconcertantes. A biologia da criatura se dobra quando a trama precisa. Mas você carregou tanta tensão na frente que o público concordou em não perguntar, que é seu próprio tipo de prestidigitação.
What it nails
- ▲Transformar o silêncio no design de som mais estressante do terror moderno, onde a plateia segura a própria respiração.
- ▲Escalar Millicent Simmonds e construir a mecânica de sobrevivência em torno da língua de sinais e da surdez.
- ▲A sequência da banheira de Emily Blunt, uma cena única que justifica o preço inteiro do ingresso.
- ▲Um filme de monstro com quase nenhum diálogo que ainda te faz sentir cada relação na família.
What it botches
- ▼A premissa vaza se você cutuca: uma família tão inteligente fazendo tanto barulho evitável força a credulidade.
- ▼As regras da criatura parecem ajustadas às necessidades do roteiro em vez de a qualquer biologia consistente.
- ▼Uma vez que o truque central está estabelecido, a segunda metade se apoia em sustos baratos convencionais que supostamente estavam acima dela.
- ▼Personagens além de Blunt e Simmonds são rasos, definidos mais pela função no plano do que por quem são.
Who it's for
Plateias que amam tensão de conceito elevado, cenas de prender a respiração, e um filme de terror que respeita o silêncio mais do que o espetáculo.
Who should skip
Os rigorosos com lógica de trama que não conseguem parar de perguntar por que ninguém simplesmente mora ao lado de uma cachoeira barulhenta vão coçar a duração inteira.
The whole story lives on the hub
